20.11.06

Amantes Constantes


Com um dos melhores inícios de filme que me lembro (devido a um diálogo), “Amantes Constantes” me foi uma bela surpresa. Não que eu esperasse pouco ou muito dele, esperava outra coisa. Tinha em minha mente algo organizado do tipo: filme histórico e muitas cenas de amor. Pensava, então, que essas coisas seriam o foco de toda a história. De uma certa forma são, só que servem mais de fios condutores. Na verdade, principal mesmo quase nada é. Não é dado muito peso a algo específico. Nem mesmo o casalzinho aí da foto pode ser chamado de protagonistas — pelo menos, não como se costuma ver —, até porque os outros personagens também não podem ser chamados de coadjuvantes. O filme é longo e tem um formato mais parecido com uma novela, com partes definidas, como em capítulos; é bom, porque é preto e branco, tem uma belíssima fotografia, mostra essa vontade que os jovens têm de mudar o mundo e revela o amor como combustível.

18.11.06

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Eu sei que aqui não é o melhor lugar para expor o endereço de um blog que PRECISA ser lido, pois não há o mínimo de visibilidade que eu gostaria que tivesse. De qualquer forma, tá valendo. A ênfase no “precisa” não serve como um favor ao dono do blog — o qual não conheço e nem lembro muito bem de como me deparei com o que lá está escrito —, mas é um favor sim a quem tiver a oportunidade de acessá-lo (me agradeçam depois da visita, por favor). Espero que apreciem as letras alucinógenas. O blog em questão:

6.8.06

guia de concursos literários

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30.5.06

Laboratório do escritor - CCBB

BANCO DO BRASIL apresenta
Laboratório do Escritor
Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Primeiro de Março, 66 - 4o andar
algumas terças a partir de hoje- 18h30
(senhas distribuídas 30 min antes do evento)
terça-feira, 30 de maio de 2006 - Com Milton Hatoum
Se a arte é feita metade de inspiração e outra metade de transpiração, vejamos como alguns dos principais nomes da literatura brasileira trabalham. Milton Hatoum, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Luiz Vilela, Silviano Santiago, João Ubaldo Ribeiro e Lygia Bojunga prometem, ao longo do ano, revelar seu processo de criação nos mínimos detalhes. Eles são convidados a descrever a elaboração de seu livro preferido, desde o momento em que tiveram o insight de uma história até sua publicação e divulgação.
Milton Hatoum - convidado desta terça
O livro Dois irmãos (2000), foi considerado numa pesquisa do jornal O Estado de Minas o melhor romance brasileiro do período de 1990 a 2005. Prêmio Jabuti de melhor romance com Relato de um certo Oriente (1989), Milton nasceu em Manaus, em 1952, e se formou em 1970 em Arquitetura e Urbanismo pela USP. Até 1999 lecionou literatura brasileira na Universidade de Manaus, cidade que escolheu como ambiente e cenário para seus romances, cuja principal característica é a trama muito bem urdida entre os personagens, seres complexos que beiram a realidade de tão bem-estruturados. Seu último livro, Cinzas do Norte (2005), recebeu o Grande Prêmio da Crítica/APCA-2005. Atualmente o escritor reside em São Paulo e mantém uma coluna na revista Entrelivros.
Informações: 21 2205-7348

Poesia na Lapa

RATOS DI VERSOS
auto-gestão poema coletivo


Quarta sim, quarta não
a poesia está sendo falada no Beco do Rato
e a próxima rataiada é dia 31/05 às 19hs

na Lapa, no início da Rua Joaquim Silva,
mas entrando na Rua da Lapa pela Lapa
à 2ª esquerda tu já tá lá.

quem falará? quem quiser!
que horas? na hora que sentir que é a hora!

com certeza que Iverson, Dudu, Daniel, Maristela, Carluxo, Maurição e muitos outros vão querer...

contatos: 9505-3847/8156-7538www.verbologue.zip.net

“...a poesia afastou-se da fala,do corpo,se confundiu
com a escrita e se afastou do público tornando-se monopólio de um estreito círculo de iniciados.
mas isso está mudando...” Chacal

11.5.06

Censurado

Lendo o jornal numa segunda de manhã, vi uma reportagem que muito me espantou. Ela dizia que uma exposição foi retirada do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), como resultado de uma pressão exercida por camadas da sociedade (principalmente a igreja), que reagiram contra uma obra da exposição que usava um terço religioso em forma de pênis.
Particularmente, acho lamentável como tudo terminou. A igreja tem todo o direito de se sentir ofendida, de protestar e exercer a pressão que quiser. Da mesma forma, a autora da obra (Márcia X) tem o direito de se expressar da maneira que melhor lhe convir. O que não pode é se coibir a liberdade de expressão. Tanto a da artista quanto a da igreja, diga-se de passagem. Pensei que os anos de chumbo no Brasil haviam passado, mas essa moda retrô parece que veio pra ficar.

7.5.06

30 milhões em ação

O prêmio da Mega Sena foi acumulado. São 30 milhões de Reais para quem acertar as benditas 6 dezenas do sorteio do dia 10/05/2006. É mania nacional fazer uma fezinha na lotérica, e quando acumula assim, a fé aumenta recebendo ainda mais adeptos dessa religião (eu sou um deles). Minha mãe, por exemplo, joga religiosamente toda semana desde que eu me conheço por gente. O que eu mais gosto nessa história toda é ficar conversando sobre um assunto sem fim que é “o que você faria com todo esse dinheiro?”. Fico sonhando com tudo que eu poderia comprar, com minha Kombi bicolor, com as viagens que faria com ela pegando jacaré pelo nosso litoral, sonho com uma biblioteca enorme, com o tempo que ganharia para ler todos os livros que teria a minha disposição, com o meu apartamento de Paris, com o da Suíça (eu vi uma reportagem no Fantástico sobre a Suíça e meu deu vontade de comprar um lá, e daí? O dinheiro é meu!), a meia dúzia de verdades que diria ao meu supervisor ao sair pela porta do meu trabalho rindo como se tivesse ganhado na loteria... Eu disse que era um assunto sem fim.

19.3.06

Ei-lo

Escrevi várias coisas para acompanhar esse texto, mas a net sempre travava, então vai assim mesmo:

O professor pobretão
Por Italo Moriconi

São seis horas da manhã, final de verão. O professor deixa que se abra uma fresta em seus olhos. Do lado oposto à cama em que se encontra deitado, por entre a fímbria das pálpebras e as frestas da veneziana semi-fechada, vê que o dia será cinzento. Águas de março estão por vir, pensa. Amanhã, segunda-feira, recomeçam as aulas na Universidade onde leciona. Animado, termina de abrir a janela dos olhos e se dispõe a entregar-se para o mundo, sentando-se à beira da cama. Agarra com um gesto brusco o relógio de pulso na cabeceira para verificar de perto a hora exata, com seus olhos míopes. Seis e cinco. Professores e militares, raças de madrugadores. Ele se pergunta se quando se aposentar vai ficar como o tio coronel, que depois de passar à reserva, deu para levantar-se diariamente só depois das dez, onze horas. Ou quem sabe vai ficar como as mulheres mais velhas da família, que antes da cinco já estão de pé, arrastando chinelos e ligando a televisão sem sequer esperar que o céu demonstre a que veio – chuva ou sol. Chuva e sol.
Uma nuvem corriqueira de ansiedade acompanha seus passos pela casa, enquanto executa abluções e obrigações fisiológicas, pega o jornal debaixo da porta, passa os olhos rapidamente pelas manchetes políticas nacionais e internacionais e pelo caderno de variedades. A caneca de café com pouco leite lhe restitui completa a lucidez, que se projeta para fora das janelas, agora inteiramente abertas, e ricocheteia na claridade plena do dia. Dia claro, céu cinzento. Talvez não chova, fique só na ameaça. O calor já não é mais opressivo. Imagina as 30 ou 40 caras inquisitivas que receberão das mãos dele, amanhã, a folha impressa com o programa do curso para este semestre, o primeiro de 2006. Depois, as outras 30 ou 40 caras, da turma da noite.
Ele não sabe o que pode acontecer com este programa de curso tão pensado, tão carinhosamente refletido. Ninguém sabe. Fala-se numa greve geral das Universidades públicas. Mais uma. Daquelas que se arrastam por meses e meses, sem resultado palpável no bolso. A extensão das férias para além do final do verão – prevê – será vivida como pesadelo. Com os dias excessivamente agenda em aberto, ele vai ficar igual barata tonta, tentando aproveitar os nacos de tempo livre inesperado para tocar seus outros mil e um deveres e projetos, dispersos e proliferantes. Desejo de abandonar a profissão, chutar o pau da barraca, correr atrás agora, aos 45 anos de idade, do sonho de viver para escrever. A literatura como disciplina de ensino versus a literatura como criação artística. Escrever o quê, meu deus. Qualquer coisa. Literatura se faz com qualquer assunto. O que importa é o como. O com-quantos-paus. E que haja pelo menos um leitor ou leitora receptivos do outro lado. Para quem escreve por necessidade indefinida, por grafomania, o outro lado pode ser uma incógnita tão vasta quanto o oco do mundo depois da minha morte, é nisso que ele pensa agora. Dia sem sol é assim, lucidez revestida de nebulosas.
A tela de seu notebook se acende em Microsoft XP. Girando em torno de si mesmo, reencontrando com os olhos já encaixados nos óculos o caos vertiginoso produzido por seus livros e papéis espalhados pelo chão e pelas prateleiras que cobrem as quatro paredes do gabinete de trabalho, o professor se certifica de sua pobreza ascética, que é sua riqueza. Sua pobreza ascética. Sem familiares na cidade, sempre sem tempo ou vontade de ir ao cinema, de sair para baladas, de dar um simples telefonema. O rígido orçamento. Em flash, a imagem do casal de filhos já praticamente, subitamente, adultos, morando longe com sua ex-mulher, primeira e única. Levam mais da metade de sua renda fixa mensal. E o professor sabe que levam pouco, sinceramente gostaria de dar mais. Mas não revela o quanto ganha com seus bicos, seus extras. O carinho dos filhos lhe é concedido de volta, em proporções adequadas, nas ocasiões rituais. Perguntas embaraçosas ficam no ar, jamais enunciadas. Trabalha-se na pauta da alegria. O casamento não tinha durado nem cinco anos. Fôra um delírio erótico, logo transformado em êxtase uterino por parte de sua mulher. Ele viajou na maionese e quando voltou do sonho tinha conquistado uma credencial de homem.
Depois da separação não traumática, todos seguiram em frente, com muitos por favores e alguns muito obrigados. Ele aceitou sem muito pensar a verdade de vida que se revelou, que acreditou destino. Pobreza ascética, riqueza de professor. Com seus vídeos, CDs, DVDs e principalmente computador. Aceitou e se acomodou, no ativismo estático da vida profissional. O medo. Como na cena de dias atrás. A cena da semana. Depois de uma troca intensa de olhares, parou numa esquina encostado a um poste para conversar com um rapaz desconhecido, afoito, um amazonense bem vestido e sensual que não queria dinheiro, só queria um beijo, uma noite de amor viril. Queria talvez matar a saudade dos botos safados, os maduros da sua terra. Apesar de surpreendido pela contundência inusitada de sua própria ereção, o professor conduziu a conversa para lugar nenhum. Mentiu para o rapaz dizendo não morar sozinho e não ter local aonde pudessem ir.
Não pode suportar a idéia de expor-se, atravessar o portão do condomínio onde fica sua casa acompanhado de um garotão bonito, em pleno horário da novela. Mal sabe ele que os olhares dos vigias e da câmera na guarita não estão nem aí. Tem também a família vizinha, dois filhos adolescentes que o admiram de montão. Gostam de vir contar-lhe casos de namoro e ficada e quando passa pela rua – sempre a pé, porque não tem carro – os meninos, de farra, lhe batem continência e o chamam de padrinho. Ele pensa: já me desdobro na generosidade tanta de cuidar e olhar para cada um de meus alunos e alunas, dispenso a intimidade presencial com alguém. Minha riqueza é o solilóquio que transformo em diálogo, sublimemente libidinoso, mas cansativo, a cada dia, a cada dia na ribalta, repetindo renovadamente o espetáculo e a platéia, a cada dia dar e receber, e dar e doar, e nunca doer, não pode doer, a sedução não é para fazer doer.
O pam-pam-pam da Microsoft lhe avisa que pode conectar a internet para receber a correspondência do dia. Sua intimidade é com o mundo, com as grandes questões. Ó nuvens corriqueiras da ansiedade. Gostaria de abraçar o mundo com as mãos. Gostaria de dar conta de todas as facetas da realidade, conhecer todas as filosofias, ver todos os filmes. Gostaria de ser o presidente ou o rei – e governar por decreto, consertar tudo que está errado, explicitar todos os conflitos e promover sua negociação.
O professor se preocupa com o destino da nação. A tal ponto que este ano tomou uma decisão importante. Renunciou – não sabe se definitivamente - à idéia de que o mais importante a fazer dentro de sua sala de aula seja incentivar o exercício da consciência crítica dos jovens. Ele que intelectualmente foi educado e se preparou a vida inteira para desestabilizar o senso comum, desta vez incluiu em seu programa de curso a leitura obrigatória e integral do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, um poema edificante e patriótico, todo feito de pérolas líricas e versos perfeitos. Resolveu dar um toque ginasiano e anacrônico a seu curso universitário. Lidar com o oposto do Oswald e do Drummond e do Roberto Piva e da Ana Cristina e da Hilda Hilst. Nem tão oposto assim, será? Ponto, contraponto. Sousândrade, Castro Alves. E aquela melancolia que em última instância sobrepaira a tudo assinado Cecília, o noivado com a morte, evoca o clima de Alejandra Pizarnik, de Sylvia Plath.
O professor apaga metade dos e-mails do dia sem sequer abri-los. Não é possível aceitar a realidade moral brasileira tal como ela se apresenta a seus olhos. Tudo bem, a campanha da mídia contra a corrupção no governo Lula foi armação do grupo que queria afastá-lo do PT e jogá-lo nos braços do PMDB. Mas além do sucesso comprovado desse plano, o que sobrou da grande confusão foi um presidente e uma classe política sinalizando para a sociedade que caixa dois e sonegação são justificáveis e compreensíveis, crimes menores. E se a imagem de Lula não foi afetada pela campanha orquestrada, credite-se simplesmente ao fato de que a imensa maioria do povo-na-rua acredita com convicção que política é isso mesmo – rapinagem, ladroagem, enriquecimento ilícito. Para não falar da ponderável proporção da opinião pública que acha que política não só é, como deve ser, ladroagem, no sentido de que para muitos cidadãos e cidadãs comuns no Brasil a única coisa que pode justificar alguém tornar-se político é a chance de “ajudar” a si e aos seus.
De modo que o bombardeio histérico da mídia durante a Grande Confusão nada fazia senão confirmar o que o povo já sabia. Na verdade, buscava-se manipular dois dados psico-sociais: o cinismo dos desinformados e a ira dos diplomados. Inédito mesmo é o tamanho da pizza, se comparado com o de outros escândalos parlamentares que estouraram desde a redemocratização. Desta vez, pela primeira vez desde 1988, a impunidade e o cinismo do poder saíram não só ilesos, mas reafirmados e transformados em valor positivo.
O professor tem uma convicção muito forte, que ele sabe que pode ser tão ilusória quanto as nuvens impotentes do cinismo popular e da ira espetaculosa da classe média. Ele acredita que há aí um problema de educação e de Educação. Não existe mais educação política na escola brasileira. Não existem mais Moral e Cívica, OSPB, matérias da escola antiga que nos tempos atuais deveriam ser recriadas como aulas teóricas e práticas de Ética e Cidadania. Criaram a Filosofia, para criticar, mas esqueceram a Cívica, para construir, impor limites, chequeios e balanços. Cívica democrática, entenda-se bem. Limites consensualmente estabelecidos. Autoridade sim, por delegação livre da maioria e precedência moral para os direitos das minorias. Mas autoridade. Ponto. E o contraponto: toda autoridade deve ser permanentemente questionada.
O professor se lembra de quando ainda morava para o Rio, no começo dos anos 80, chegado de fora para fazer faculdade, subitamente adulto, recém-juntado e logo em seguida casado. Lembra como lhe parecia bonito e novo o espetáculo da austeridade pessoal do governador Brizola e seus secretários, que exerciam os mandatos sem aparatos ou carros oficiais. No serviço público, a pobreza é riqueza, nisso ele pensa, ao levantar agora do computador para a primeira xícara de cafezinho do dia e as duas baforadas no paraguaio. Austeridade material é requisito indispensável ao exercício da carreira política. Ninguém pode entrar para a política pensando em enriquecer. É como ser professor. Quem quer ficar rico, não opte por esta profissão. A riqueza do professor é sua pobreza ascética. Mesmo quando ganha viagens para congressos e se torna cosmopolita. Uma pobreza ascética prazerosa, cercada de livros, CDs, etc. etc. Não se trata de miséria. Mas cuidado com o pós-aposentadoria, que pode revelar-se experiência ingrata.
Duas baforadas e pluft – viraram fantasmas as nuvens de ansiedade. O sol perfura uma fresta no céu cinzento. A tela transmigra do Outlook para o Word. É a noção mesma de serviço público, da sacralidade do serviço público, que importa recuperar e ensinar. A política como serviço público. A escola a serviço da idéia de serviço público. O professor faz uma pose, fere uma tecla, opta por escrever um poema. Será seu poema de domingo. Sua crônica em versos. A serviço de si mesmo.









Italo Moriconi – escritor e professor. Autor de A Provocação Pós-Moderna (ensaio acadêmico, 1994), Ana Cristina César – O Sangue de uma Poeta (perfil biográfico, 1996) e Como e Por Que Ler A Poesia Brasileira do Século XX (ed. Objetiva, 2002). Organizou as antologias Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século (ed. Objetiva, 2000) e Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século (ed. Objetiva, 2001). Editou Cartas de Caio Fernando Abreu (ed. Aeroplano, 2002). Publicou 3 plaquetes de poesia: Léu (1988), Quase Sertão (1996) e História do Peixe (2001). Recentemente teve trabalhos publicados nas revistas Grumo (Rio/Buenos Aires) e Margens (Belo Horizonte/Salvador/Buenos Aires). E-mail: italomori@alternex.com.br